A recente aliança do Pacífico, chamada AUKUS

A recente aliança do Pacífico, chamada AUKUS (Austrália, Reino Unido e Estados Unidos), criada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem agravado as relações com a China.

A recente aliança do Pacífico, chamada AUKUS

Origem da Aliança do Pacífico ( AUKUS )…

A AUKUS é uma aliança de segurança composta por três países e tem como objetivo aumentar a cooperação estratégica e a presença militar no Indo Pacífico. Ademais a assistência dos EUA e do Reino Unido à Austrália no desenvolvimento de submarinos nucleares é um dos principais elementos do acordo.

A China, que busca se tornar uma potência global e regional, vê a AUKUS como uma ameaça aos seus interesses estratégicos. Pequim criticou duramente a aliança, considerando-a um aumento desnecessário da tensão militar na região. Porém a AUKUS também pode tornar as relações entre os EUA e a China mais complicadas, que já estão tensas por vários motivos, como comércio, direitos humanos e o início da pandemia de COVID-19.

Mas os defensores da AUKUS dizem que a aliança é necessária para manter o equilíbrio de poder na região do Indo-Pacífico e para proteger os interesses democráticos contra a crescente autoridade da China. Contudo essa situação é complicada e dinâmica, e os efeitos da AUKUS nas relações internacionais e regionais provavelmente serão discutidos nos próximos anos.

Austrália responde China diretamente:

A Austrália respondeu às críticas da China de forma direta e firme. Além disso a Austrália se comprometeu a respeitar o direito internacional nos espaços aéreos e marítimos defendidos pelo governo de Pequim como resposta à indignação da China pelo anúncio da compra de vários submarinos de propulsão nuclear.

O primeiro-ministro australiano Scott Morrison afirmou que a China tem um “programa muito substancial de construção de submarinos nucleares” e que “eles têm o direito de tomar decisões de defesa com base em seus interesses nacionais, e certamente a Austrália e os demais países também têm”.

Além disso, na época em que as tensões aumentavam no Pacífico, a Austrália lançou sua Estratégia Nacional de Defesa inicial com o objetivo de dissuasão das “táticas coercitivas” da China. O documento propõe um aumento substancial do orçamento destinado à defesa. Contudo essas ações mostram que a Austrália está procurando manter sua soberania e segurança enquanto se esforça para manter uma relação delicada com a China.

Os interesses dos EUA…

Os Estados Unidos desempenham um papel importante na tensão atual entre a Austrália e a China. Um cronograma acelerado para a Austrália receber seus próprios submarinos movidos a energia nuclear no início da próxima década foi anunciado recentemente pelo presidente Joe Biden. Entretanto essa medida aumentou as tensões entre os Estados Unidos e a China. A presidência de Biden tornou-se um dos principais problemas.

A abordagem diversificada de Biden para a China incluiu o esforço de normalizar as relações diplomáticas, mesmo em situações em que os Estados Unidos implementam políticas como o anúncio do submarino, destinadas a conter a influência global da China e seus movimentos militares.

Além disso, os EUA estão tentando limitar a influência crescente da China e equilibrar seu poder com o gigante asiático. A criação da aliança AUKUS (Austrália, Reino Unido e Estados Unidos) demonstra isso. Essa aliança tem como objetivo aumentar a presença militar e a cooperação estratégica no Indo-Pacífico.

No entanto, Biden terá que tomar uma série de decisões nas próximas semanas e meses que podem exacerbar as tensões. Algumas dessas decisões incluem o estabelecimento de novas restrições aos investimentos de empresas americanas na China e a tentativa de bloquear ou limitar as operações do famoso site de mídia social TikTok, propriedade de uma empresa chinesa.

Os Estados Unidos têm vários interesses estratégicos no Pacífico, particularmente no Indo-Pacífico. Estou listando alguns deles:

1. Livre e Aberto: Os Estados Unidos visam um Indo-Pacífico livre e aberto, onde os governos possam fazer suas próprias escolhas e os domínios compartilhados sejam administrados legalmente. Eles estão gastando dinheiro para construir instituições democráticas, uma imprensa livre e uma sociedade civil vibrante. Além disso, estão se esforçando para garantir que os mares e céus da região sejam administrados e usados de acordo com as leis internacionais.

2. Conectado: Os Estados Unidos estão trabalhando para fortalecer a capacidade coletiva dentro e fora da região, investindo em instituições democráticas, aumentando a transparência fiscal para denunciar a corrupção e promovendo a reforma.

3. Segurança Regional: Os EUA estão colaborando com as nações da região em treinamento militar e segurança marítima como parte da iniciativa de segurança. Esses esforços são liderados pelo Comando Indo-Pacífico dos EUA.

4. Parcerias Empresariais Americanas: A meta dos EUA de um Indo-Pacífico livre e aberto está centrada no envolvimento empresarial dos EUA. A partir de 2018, os investimentos estrangeiros diretos dos EUA atingiram US$ 940 bilhões na região.

5. Alianças e Parcerias: Para aumentar a dissuasão na região do Indo-Pacífico, os Estados Unidos estão fortalecendo sua rede de aliados e parceiros. A fim de aumentar sua influência no Pacífico e contrabalançar a crescente presença da China, os Estados Unidos recentemente firmaram um acordo de defesa com Papua Nova Guiné.

Rússia se alinha a China

A participação da Rússia no cenário do Pacífico está aumentando. Aqui estão alguns dos principais meios pelos quais o maior país do mundo está envolvido:

1. Exercícios Militares: Desde a Guerra Fria, a Rússia realizou o maior exercício militar no Pacífico. Com o seu Ministério da Defesa da Rússia declarou o início de um exercício operacional na região central do Oceano Pacífico que incluiria até 20 navios de guerra de superfície e submarinos.

  1. Cooperação com a China: A Rússia e a China realizaram manobras navais em conjunto no Oceano Pacífico em 24. Ademais a cooperação militar foi anunciada no final do ano passado e incluiu exercícios conjuntos com 10 navios de guerra, cinco de cada nação.

Japão entra no tabuleiro geopolítico da Aliança AUKUS

O Japão tem se tornado uma parte cada vez mais importante do conflito no Pacífico. Além disso o Japão está envolvido em várias maneiras importantes, como a seguir:

  1. Defesa Aérea: O Japão está lidando com violações do espaço aéreo do território japonês diariamente. E isso contribuiu para que número e a intensidade das atividades da China aumentassem na região japonesa e em alguns dos outros países próximos, com tecnologias como drones, bombardeiros e aeronaves de reconhecimento.
  2. Alianças e Parcerias: O Japão tem fortalecido suas capacidades militares, buscado parcerias estratégicas com outras nações e reafirmado seu compromisso com a aliança com os Estados Unidos. Contudo o Japão é visto como o centro da rede de alianças e parcerias dos EUA na região.
  1. Rearmamento: O Japão anunciou seu maior rearmamento desde a Segunda Guerra Mundial, sob o comando do primeiro-ministro Fumio Kishida, prometendo dobrar os gastos militares do país até 2027, tornando-o o terceiro maior orçamento de defesa do mundo.
  2. Relações Diplomáticas: Em março, o Japão iniciou um “novo capítulo” em suas relações diplomáticas com a Coreia do Sul. Naquele mesmo mês, Kishida se encontrou com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e fez uma visita inesperada à Ucrânia. Durante sua visita, ele prometeu fornecer US$ 30 milhões em ajuda militar não letal à Ucrânia.

Coréia do sul na Aliança do Pacífico (AUKUS)

A influência da Coreia do Sul no clima de tensão no Pacífico é significativa:

1. Defesa Aérea: A China também tem violado o espaço aéreo da Coreia do Sul. Contudo o número e a intensidade das atividades da China aumentaram, incluindo drones, bombardeiros e aeronaves de reconhecimento.

  1. Alianças e Parcerias: A Coreia do Sul tem buscado parcerias estratégicas com outras nações e tem desenvolvido suas capacidades militares. Além disso, reiterou sua determinação de manter a aliança com os Estados Unidos. Recentemente, a Coreia do Sul recebeu a primeira cúpula de líderes das ilhas do Pacífico.
  2. Rearmamento: Ademais a Coreia do Sul anunciou seu maior rearmamento da história sob a liderança do primeiro-ministro sul-coreano, Fumio Kishida.
  3. Relações Diplomáticas: Em março, a Coreia do Sul inaugurou um “novo capítulo” em suas relações diplomáticas com a Coreia do Norte. Mas a Coreia do Norte abandonou um acordo destinado a diminuir a tensão na fronteira com a Coreia do Sul.

Conclusão

A criação da Aliança AUKUS (Austrália, Reino Unido e Estados Unidos) está claramente alterando as dinâmicas de poder no Pacífico, um cenário geopolítico tenso e em constante mudança. Contudo o que tem aumentado a tensão entre Pequim e os países ocidentais é que a China vê essa aliança como uma ameaça aos seus interesses estratégicos. Aqueles que defendem a AUKUS argumentam que a aliança é necessária para manter o equilíbrio de poder e proteger os interesses democráticos na região. No entanto, devido à complexidade da situação, é necessário examinar cuidadosamente as consequências futuras.

A Austrália desempenha um papel importante nessa questão, respondendo às críticas da China reafirmando seu apoio ao direito internacional e à sua soberania. Ao mesmo tempo, a participação dos Estados Unidos na região, liderada pelo presidente Joe Biden, tem sido fundamental para moldar as relações internacionais no Pacífico. Uma tentativa de equilibrar a competição estratégica com a necessidade de cooperação em questões globais está na base da abordagem diversificada de Biden à China.

Ao mesmo tempo, a crescente participação da Rússia e do Japão no cenário do Pacífico cria novas camadas de dificuldade e complexidade. No entanto o aumento do rearmamento japonês e a cooperação entre Rússia e China mostram uma mudança significativa no equilíbrio de poder na região. Além disso, com as tensões com a Coreia do Norte aumentadas, a Coreia do Sul está se esforçando para melhorar suas alianças e suas capacidades militares para enfrentar os desafios regionais.

Devido a essas mudanças, é evidente que os interesses geopolíticos, disputas históricas e a busca de segurança e estabilidade determinarão o que acontecerá no futuro do Pacífico. Ademais a aliança AUKUS é apenas uma parte dessa equação, e os próximos anos serão cruciais para determinar como as nações da região navegarão nesse ambiente desafiador e dinâmico.

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